Início Sociedade Brasileira de Patologia UFSM Outros Links Médicos

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Material para discussão:


ATUAÇÃO DE VITAMINAS E ELEMENTOS NUTRICIONAIS NA PREVENÇÃO E CORREÇÃO DA LESÃO CELULAR
 A lesão celular é todo e qualquer evento capaz de afetar a integridade da célula, e pode ser prevenida ou corrigida com o auxílio de certos elementos, sendo alguns desses as vitaminas, os flavonóides e alguns minerais obtidos na dieta. A lesão celular possui quatro mecanismos bem claros, sendo que o mais relevante para o estudo realizado é o acúmulo de radicais livres derivados do oxigênio – o chamado estresse oxidativo. Os radicais livres de oxigênio (RL) são espécies químicas que quando produzidos em condições anormais, geram estresse oxidativo, levando a peroxidação lipídica das membranas, lesão do DNA e aumento da degradação das proteínas.  A fim de evitar isso, nosso corpo se utiliza de defesas antioxidantes (além de enzimas endógenas) que podem ser obtidas na dieta, como os ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa, as vitaminas E e C, o beta caroteno (precursor da vitamina A), além de elementos como o ferro, zinco e cobre. A vitamina E ou alfa-tocoferol tem efeito modulador sobre as respostas inflamatória e imune; em geral sua deficiência aumenta os componentes da resposta inflamatória e prejudica a imunidade celular e humoral. Representa a principal defesa contra a lesão de peroxidação lipídica das membranas. A vitamina C ou ácido ascórbico realiza o clareamento de RL, atuando na fase aquosa (por ser hidrofílica), além de regenerar a vitamina E. O β-caroteno, o mais importante precursor da vitamina A (ou retinol), está amplamente distribuído nos alimentos e possui ação antioxidante; além disso, o retinol é um fator importante no crescimento e na diferenciação celular. Os flavonóides são compostos fenólicos encontrados em vegetais com propriedades benéficas atribuídas à sua capacidade de seqüestrar os radicais livres. Além disso, existem enzimas antioxidantes que dependem de selênio e zinco, e reações antioxidantes dependentes de ferro. Todos esses fatores são primariamente obtidos na dieta, o que expressa relevância de se estudar as atuações e as descobertas acerca do assunto.
Material para discussão:


REFLEXÕES SOBRE O aumento da população médica no país e A desigualdAde NA SUA DISTRIBUIÇÃO

 O Brasil conta com 432.870 registros de médicos, o que corresponde à uma razão de 2,11 médicos por grupo de 1.000 habitantes. A meta anunciada pelo governo com a abertura de escolas médicas é de 2,6 por 1.000 habitantes. De 2010 até 2015 foram abertas 71 novas escolas médicas e a tendência é que a população médica continue crescendo mais que a população geral do Brasil. O Brasil possui uma taxa de 10,21 diplomados por 100 mil habitantes, indicador superior a países como Suíça (9,4), Espanha (9,0) e Estados Unidos (6,5). Entre 1970 e 2000 o total de médicos saltou 394,8% e a população 79,4%, enquanto entre 2000 e 2010 o efetivo médico subiu 24,95% contra um aumento populacional de 12,48%. Contudo, o cenário de desigualdade na distribuição permanece,  principalmente no Sul, Sudeste e grandes cidades. Nas 39 cidades com mais de 500 mil habitantes que concentram 30% da população brasileira, estão 60% dos médicos. Já o Norte e Nordeste apresentam uma proporção de médicos por 1.000 habitantes de 1,09 e 1,3 respectivamente, o que de acordo com recomendações mundiais e nacionais acarreta em falta de profissionais para o atendimento social, sendo que no interior a situação se torna extremamente grave, chegando a 0,42 e 0,46. Para melhor distribuição interna dos médicos, alguns países têm adotado medidas conjuntas visando adequação dos cursos de graduação, recrutamento, fixação e manutenção dos médicos no local de trabalho.


Material de divulgação e discussão:
dia mundial do rim: a SAÚDE RENAL COMEÇA NA INFÂNCIA E VALE PARA TODA A VIDA

  No dia 10 de Março de 2016 foi comemorado o Dia Mundial do Rim. Foram realizadas diversas ações em todo o mundo com o objetivo de divulgar as informações relacionadas à prevenção das doenças renais. Para 2016, o tema do Dia Mundial do Rim foi a “Prevenção da doença renal começa na infância”. Neste ano o foco é alertar a população com relação a necessidade da adoção de hábitos saudáveis desde a infância. A organização do Dia Mundial do Rim (World Kidney Day-WKD-2016) acredita na importância de um alerta à população para conscientizar que as doenças renais afetam milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo muitas crianças que podem estar em risco de doença renal, ainda numa fase precoce de suas vidas. A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) coordena essa campanha no Brasil. É importante encorajar e facilitar a educação, a detecção precoce e um estilo de vida saudável na infância para combater danos renais evitáveis, incluindo a injúria renal aguda e crônica, e tratar crianças com alterações renais congênitas e adquiridas após o nascimento. Nesse sentido, é fundamental, informar pais, cuidadores, pacientes, jovens, gestores e o público em geral sobre a importância de identificar e tratar as doenças renais na infância, semeando a consciência sobre os riscos futuros do dano renal que se inicia na infância, e então projetando gerações mais saudáveis. A doença renal aguda (DRA) ocorre subitamente e pode durar pouco tempo se a causa for efetivamente tratada. Já a doença renal crônica (DRC) não desparece com o tratamento e piora ao longo do tempo, geralmente evoluindo para insuficiência renal, necessitando de transplante renal ou hemodiálise. Como ainda hoje o diagnóstico desta doença é ainda muitas vezes tardio, impossibilitando atitudes precoces e ou preventivas, há necessidade de se discutir e propagar o conhecimento a cerca do assunto. 
MATERIAL DA CAMPANHA DISPONÍVEL EM:
 http://sbn.org.br/dia-mundial-do-rim/ano-2016/#fndtn-sobre

 


Material para discussão:
A PROMISSORA RELAÇÃO ENTRE A VITAMINA D E O CÂNCER
    O câncer é um dos principais problemas de saúde pública mundial, causando importante impacto econômico para a sociedade e responsável por inúmeros óbitos. A vitamina D é produzida no organismo, em sua maior parte, pela exposição solar e também pode a partir de certos alimentos (peixes e frutos do mar, fígado, ovos, laticínios). Não é considerada apenas uma vitamina, mas um hormônio esteroide, que controla diversos processos biológicos, por meio de receptores da Vitamina D (VDR), como por exemplo, o metabolismo ósseo, a resposta imune inata, e atua, direta ou indiretamente, em genes envolvidos na regulação do ciclo e diferenciação celular, apoptose e angiogênese, promovendo ou inibindo a proliferação de células normais ou neoplásicas. Encontram-se, na literatura, diversos estudos relacionando a vitamina D com câncer de: próstata, mama, colorretal, linfoma, entre outros. Esses estudos demonstram que pacientes com níveis mais elevados de vitamina D no momento do diagnóstico de câncer, tendem a ter maior sobrevida e permanecem em remissão por mais tempo, quando comparados a pacientes com deficiência da vitamina D. Visto que a prevalência de hipovitaminose D varia bastante, já que locais com maior latitude ou com clima predominantemente frio normalmente possuem as maiores taxas de hipovitaminose D, torna-se relevante chamar atenção para o assunto e garantir que todos os indivíduos apresentem níveis séricos suficientes deste nutriente (30-80 ng/mL).  A detecção e correção da hipovitaminose D pode passar a ser um aliado importante a ao mesmo tempo de simples manejo, no acompanhamento dos pacientes com câncer. 


material para discussão:
RELAÇÃO ENTRE DOENÇA CELÍACA E CÂNCER
A Doença Celíaca é uma enteropatia autoimune, caracterizada por intolerância permanente ao glúten, que se manifesta em indivíduos geneticamente predispostos após o contato da mucosa intestinal com o glúten. Vários estudos demonstraram maior taxa de malignidade em adultos com doença Celíaca que apresentaram linfoma não Hodgkin em qualquer sítio, incluindo a ocorrência de:  enteropatia associada ao linfoma de células T (raro), adenocarcinoma de intestino delgado, carcinoma de esôfago e de orofaringe. As hipóteses que explicariam esse aumento do risco são: o aumento da permeabilidade intestinal para carcinógenos químicos (carcinogênese de contato), a inflamação crônica, a estimulação antigênica crônica, a liberação de citocinas pró-inflamatórias, as desordens imunológicas e as deficiências nutricionais causadas pela Doença Celíaca. Diarréia recorrente, perda de peso inexplicável, dor abdominal, febre e sudorese noturna, devem servir de alerta para esta patologia que se torna risco para câncer. É evidente a importância e necessidade de discussão sobre o tema abordado, uma vez que é doença cancerizável. A doença pré-malígna, as doenças inflamatórias (como a doença Celíaca) e o câncer (como o linfoma, carcinoma escamoso e o adenocarcionoma intestinal) são objetos de estudo no terceiro semestre do curso de medicina, na disciplina de processos patológicos gerais.